Arquivo de Setembro 2006




O Sorriso da Mona Lisa – Gioconda

Mona Lisa de Da Vinci

A dúvida está desfeita.

Afinal, nem Gioconda era um homem, nem mulher de má fama, nem tão pouco um quadro cheio de mistérios indecifráveis senão na cabeça de Dan Brown. Afinal, o misterioso sorriso era porque teria acabado de dar à luz. Esta teoria é suportada por um grupo de cientistas do Museu do Canadá, que foram contratados pelo Museu Do Louvre para estudarem exaustivamente a obra-prima de Leonardo Da Vinci.

A tecnologia utilizada permitiu a estes cientistas a possíbilidade de ver atravéz das camadas de tinta, o que levou a que se descobri-se que a Gioconda tinha uma tula fina e transparente vestida, o que na época, era utilizado por mulheres grávidas ou que tinham acabado de dar à luz.

Estes cientistas descobriram tambem que Gioconda trazia o cabelo apanhado e uma touca. Desde sempre se pensou que ela teria o cabelo solto, sinal de mulher de má fama, o que era contraditório, pois Gioconda era casada com um comerciante florentino Francesco del Giocondo.

Resolvido o mistério do sorriso, falta agora descobrir o significado da simbologia embutida no quadro por Da Vinci.

in: DN Online , 28 de Setembro de 2006 «adaptado»

1 comment Setembro 29, 2006

WORLD TRADE CENTER – 5 anos depois, os filmes

A 09 de Setembro de 2001, a América sofreu um duro ataque por parte de um grupo de terroristas chamado al-Qaeda liderado por Osama Bin Laden. Desde essa data, e ao contrário do que acontece em regra nos bastidores de Hollywood (veja-se o caso de Natascha Kampusch, em que brevemente será rodado um filme em volta da sua história), foram necessários 5 longos anos de interiorização e normalização na vida do povo Americano para serem estreados filmes sobre o World Trade Center e os ataques terroristas.

Assim chegaram aos nossos cinemas duas grandes películas. O primeiro foi United 93, um documentário de Paul Greengrass sobre os bravos passageiros e tripulação desse fatídico vôo 93 da United Airlines, que se uniram e revoltaram contra os seus sequestradores, evitando assim que os seus objectivos fossem cumpridos. É uma história crua, mas honesta. Um filme que recomendo.

Agora nas nossas salas de cinema temos World Trade Center, um filme de Oliver Stone, com Nicolas Cage no principal papel. Este filme é baseado na história real de dois polícias de nome Will Jimeno e John McLoughlin que ficaram soterrados nos escombros de uma torre colapsada enquanto tentavam salvar vidas.

Aguarda-se agora por saber qual a reacção do povo Americano a estas películas, se serão bem aceites, ou renegadas para o esquecimento… Um filme a não perder.

Depois de estes anos todos, fica uma certeza. O terrorismo/terroristas ganharam a sua batalha pela implementação do medo a nível mundial.

1 Abraço e Comentem

Add comment Setembro 27, 2006

Estreia de Novo Espaço

Olá a todos!

Para provar que este espaço está sempre em mutação, aqui fica a inauguração de um novo blog, mais apelativo a nível de visual, e também mais competente a nível de edição.

Espero que gostem e, como sempre, todos os comentários/criticas serão sempre bem vindos.

Até lá, os meus melhores cumprimentos

Add comment Setembro 26, 2006

Gerir a Raiva

Por vezes, quando se tem um mau dia e precisamos de o descarregar em alguém, não o faça em alguém seu conhecido. Descarregue em alguém que NÃO conheça.

Estava eu sentado à minha secretária, quando me lembrei de um telefonema que tinha de fazer. Procurei na agenda o número e marquei-o. Respondeu um homem que disse:
-”Está?”
Educadamente respondi-lhe:
-”Estou! Sou o Luís Alves. Posso falar com a Sra. Ana Marques, por favor?”
Ficou com uma voz transtornada e gritou-me aos ouvidos:
-”Vê lá se arranjas a m**** do número certo, ó filho da p***!” e desligou o telefone.
Nem queria acreditar que alguém pudesse ser tão mal educado por causa de uma coisa destas.
Quando consegui ligar à Ana, reparei que tinha acidentalmente trocado os dois últimos dígitos. Decidi voltar a ligar para o número “errado” e, quando o mesmo tipo atendeu, gritei-lhe:
-”És um grande parvalhão!” e desliguei. Escrevi o número dele juntamente com a palavra “parvalhão” e guardei-o.

De vez em quando, sempre que tinha umas contas chatas para pagar ou um dia mesmo mau, telefonava-lhe e gritava-lhe:
“És um parvalhão!” Isso animava-me!
Quando surgiu a identificação de chamadas, pensei que o meu terapêutico telefonema do “parvalhão” iria acabar. Por isso, liguei-lhe e disse:
“-Boa tarde. Daqui fala da PT. Estamos a ligar-lhe para saber se conhece o nosso serviço de identificação de chamadas?”
Ele disse:
-”NÃO!” e bateu o telefone.

De seguida liguei-lhe, e disse:
“É porque és um parvalhão!”

Noutro dia, estava no parque do Centro Comercial à espera que uma pessoa tira-se o seu carro. Quando me preparava para estacionar naquele lugar, um tipo num Toyota cortou-me o caminho e estacionou à minha frente. Buzinei-lhe e disse-lhe que estava ali primeiro à espera daquele lugar, mas ele ignorou-me. Reparei que tinha um letreiro “Trata” no vidro de trás do carro, e tomei nota do número de telefone que lá estava. Uns dias mais tarde, depois de ligar ao primeiro parvalhão, pensei que era melhor telefonar também para o parvalhão da Toyota. Perguntei-lhe:
-”É o senhor que tem um Toyota preto à venda?”
-”Sim”, disse ele.
-”E onde é que o posso ver?”, perguntei.
-”Pode vir vê-lo a minha casa, aqui na Rua da Descobertas, Nº 36. É uma casa amarela e o carro está estacionado mesmo à frente.”
-”E o senhor chama-se?…” perguntei.
-”O meu nome é Alberto Palma”, disse ele.
-”E a que horas está disponível para mostrar o carro?”
-”Estou em casa todos os dias depois das cinco.”
-”Ouça, Alberto, posso dizer-lhe uma coisa?”
-”Diga!”
-”És um grande parvalhão!”, e desliguei o telefone. Agora, sempre que tinha um problema, tinha dois “parvalhões” a quem telefonar. Tive, então, uma ideia. Telefonei ao parvalhão Nº 1.
-”Está?”
-”És um parvalhão!” (mas não desliguei) “Ainda estás aí?”
Ele perguntou. “Sim”, disse-lhe. “Deixa de me telefonar!” gritou.
-”Impede-me”, disse eu.
-”Quem és tu?” perguntou.
-”Sou o Alberto Palma”, respondi.
-”Ah sim? E onde é que moras?”
-”Moro na Rua da Descobertas, Nº 36, tenho o meu Toyota preto mesmo em frente, ó parvalhão. Porquê?
-”Vou já aí, Alberto. É melhor começares a rezar”, disse ele.
-”Estou mesmo cheio de medo de ti, ó parvalhão!” e desliguei.
A seguir, liguei ao parvalhão Nº 2. “Está?”
-”Olá, parvalhão!”, disse eu.
Ele gritou-me: “Se descubro quem tu és…”
-”Fazes o quê?” perguntei-lhe.
-”Parto-te a tromba!” disse ele.
E eu disse-lhe:
-”Olha, parvalhão, vais ter essa oportunidade. Vou agora aí a tua casa, e já vais ver.”
Desliguei e telefonei à Polícia, dizendo que morava na Rua da Descobertas, Nº 36 e que ia agora para casa matar o meu namorado gay. Depois liguei para as cadeias de TV e falei-lhes sobre a guerra de gangs que se estava a desenrolar nesse momento na Rua da Descobertas. Peguei no meu carro e fui para a Rua da Descobertas. Cheguei a tempo de ver dois parvalhões a matarem-se à pancada em frente de seis viaturas da Polícia e uma série de repórteres de TV. Já me sinto muito melhor.
Gerir a raiva sempre funciona.

Add comment Setembro 25, 2006

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